Fragmentos da Arte de Documentar

Henrique Parra
  
Fragmentos do texto El Arte de Documentar, de  Antonio Lafuente, David Gómez y Juan Freire (texto disponivel abaixo)

Documentar es otra forma de amarnos: una    prueba de que nos interesa la comunidad.
Documentar es una forma de coreografiar cuerpos, roles, espacios y gestos.    
Documentar equivale a elegir las    trazas significativas de un deveni    compartído y eso nos    ayuda a reconocer la materialidad  del proceso: hacerlo posible por visible.    
Si queremos saberes    contrastados y conviviales tendrán que    incorporar    otros    puntos de    vista    y alumbrar    mundos menos    asimétricos.
Hay    un compensación inesperada para quien documenta: la alegría de compartir.
Para    experimentar tenemos que    aprender    a    figurar otras posibilidades;    es decir, a    suspender    el método    y ensayar    otros    caminos posibles lejos del rigor    académico    y sus tradiciones disciplinares,    dándonos    la oportunidad    tentativa    de apostar por lo improbable, lo impropio o lo ilegítimo.    
Las    notas del cuaderno quieren     dar    valor     y hacen significativos     todos los trabajos asociados con los cuidados,    los    afectos y    las relaciones.
Alexandre Hannud Abdo
  
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Alexandre Hannud Abdo
  
Uma das coisas mais difíceis de fazer entrar nas cabeças... não há colaboração sem documentação. Essa abordagem do texto e interessante, de promover uma sensibilidade. Me parece um caminho necessário. Ao lado da normatividade de não aceitar o que venha sem documentação.
Resumo do texto - O que pode uma rede, de Alexander Galloway

Henrique Parra
  
por Paulo Rená.
fonte:
Estudo de texto: O quê uma rede pode fazer?
by Paulo Rená on Cultura Digital e Democracia

Muitos respondem o quê uma rede pode fazer com diferentes exemplos da resposta padrão: ela tem o potencial de se opor a uma hierarquia, mesmo quando surgem novas soberanias em rede. Em vez disso, proponho responder a partir da análise dos princípios de organização embutidos nos protocolos de internet. Em resumo, essa análise aponta três virtudes dos sistemas que são governados por um protocolo: interoperabilidade, totalidade e operação fora das esferas do Estado e do mercado.

A robustez, a contingência, a interoperabilidade, a flexibilidade e a heterogeneidade estão entre as virtudes dos protocolos, os quais permitem aos computadores operarem entre si. O princípio da robusteza inserido no protocolo de controle de transmissão (TCP) dispõe “seja conservativo no que faz, seja liberal no que aceita de outros” promove o fortalecimento do sistema porque causa um sistema de gerenciamento distribuído que facilita as relações paritárias entre entidades autônomas. Por isso a Internet pode ser vista como o meio de comunicação de massa mais altamente organizado até hoje conhecido. Daí a sugestão de que o protocolo requeira um método de análise único.

A partir dessas assunções sobre o protocolo, os meios de comunicação apresentam três ramificações  importantes para a cidadenia digital.

Primeiro, a tendência anti-hermenêutica, seguindo a teoria da informação de Claude Shannon e Warren Weaver, aponta uma indiferença ao sentido e ao conteúdo. A uma rede não é um texto a ser efetivamente lido, no sentido humano, mas sim um conjunto de dados a ser analisado sintaticamente de forma cibernética, escaneado, rearranjado, filtrado e interpolado. A interpretação é destituída pela simples soma de verificação (o que só aumenta com o que se chama de web semântica). Daí que o novo modelo de análise sugerido precisa considerar a noção de software.

Segundo, a tragédia política da interatividade, na qual as mesmas ferramentas que propiciam novas liberdades permitem novos aprisionamentos. A rede bidirecional que era tão liberadora e emancipadora para Bertold Brecht e Hans Magnus Enzensberger se tornou o próprio local central de exploração, regulação e controle. Isso porque ao invés de exceção, a interação é imposta a despeito da vontade, reforçando a indistinção entre a comunicação e o controle proposta no conceito de cibernética de Norbert Wiener. No termo de Phil Agre, os organismos são capturados de acordo com códigos e rubricas de informação e os comportamentos são ou mineirados em dados significativos ou rastreados em busca de dados ilegais.

Terceiro, a paradoxal lógica oculta do software, que privilegia a superfície ao mesmo tempo em que defende o código como essencial, ainda que escondido. No primeiro plano o software é um código fonte, comandos em linguagem de computador legíveis por humanos. Depois, os comandos são compilados e geram a aplicação, um código legível por máquina. No terceiro plano, a interface de execução oferece a quem usa a experiência normal do software. Assim, quando o código funciona, na experiência final ele é traduzido de tal forma a ocultar os planos anteriores. Há uma contraposição entre a manifestação eficiente de um programa de computador e o seu simultâneo ocultamento para quem o usa.

texto resumido: #^http://www.cidadaniaeredesdigitais.com.br/_pages/artigos_04.htm
Weber e a sociologia da técnica

Henrique Parra
  
Autores clássicos é assim, você sempre descobre algo fantástico todo vez que tromba com eles. Ótimo artigo sobre a sociologia da técnica em Max Weber.

SELL, Carlos Eduardo. Máquinas petrificadas: Max Weber e a sociologia da técnica. Sci. stud.,  São Paulo ,  v. 9, n. 3, p. 563-583,    2011 .   Available from <#^http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662011000300006&lng=en&nrm=iso>. access on  22  June  2017.  #^http://dx.doi.org/10.1590/S1678-31662011000300006.
Laboratorios Empáticos

Henrique Parra
  
"Imaginemos: a ciência aberta e os laboratórios cidadãos podem funcionar como ecossistemas sintrópicos. Para isso, faz-se necessário trabalhar por uma inovação integral, inovando-se institucionalmente, suspendendo mecanismos de mercado onde eles não são úteis, enfatizando outras e novas economias, atentando ao design de fazeres. Isto é, colaborando efetivamente na transposição para uma nova economia que considere escalas moleculares, que deixe de ver a natureza apenas como recurso, que aproxime o consumo do bem-estar, que transforme – no caso sul-americano – o acesso à tecnologia em algo mais do que apenas o consumo passivo e alienante de aparatos. E que, finalmente, faça uma gestão e uma governança empática e cidadã."

"O trabalho colaborativo parece ser umintercâmbio extremo e intenso, com muitas alteridades que se unem por uma ideiacomum. Para tal, basta deixar que os projetos sejam sutilmente vulneráveis, isto é,estabelecer relação de escuta, deixar espaço, ventilar, criar hiatos para serempreenchidos por outros saberes. A estruturação de certa vulnerabilidade pode ser uminteressante ponto de partida na construção de projetos empáticos que desejam serdo comum, “para si” e também “para outros”

De Cinthia Mendonça em #^http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3902/3224
Alexandre Hannud Abdo
  
A criar um canal ciência aberta aqui na rede...
Alexandre Hannud Abdo
  
Respondendo meu próprio comentário... de certa forma uma vontade que eu tinha era transformar o cienciaaberta.net numa instância hubzilla pra comunidade, e eliminar o wordpress. Ainda não tive energia-tempo. Mas, vejam só que legal, se eu criar o canal Ciência Aberta aqui no Hubzilla.com.br, depois basta cloná-lo no futuro servidor cienciaaberta.net :D Mágica...?
Articulação Renova-Andes

Henrique Parra
  
Retransmito o convite. Ainda estou me informando melhor sobre o assunto
Gostaríamos de reforçar o convite para uma conversa dos docentes universitários no dia 23 de junho (13h30h na USP, prédio da História-Geografia) sobre as perspectivas da intervenção sindical no Andes-Sindicato Nacional desde nossas diferentes entidades de base (seções sindicais). Essa data e horário foi indicada depois de várias consultas aos colegas. O nosso sindicato nacional é ainda filiado à Conlutas e vem historicamente resistindo à luta contra o golpe e a construção da mais ampla unidade das entidades representativas dos trabalhadores. Foi para criar uma alternativa a esta orientação que isola e fragiliza nacionalmente  nossa categoria e suas entidades que participamos da fundação do Fórum nacional Renova-Andes. Agora, às vésperas de uma nova greve geral no dia 30 e frente à crise generalizada em nossas universidades (Unifesp, USP, Unicamp, Unesp, UFABC, UF São Carlos) acreditamos ser mais do que necessária nossa melhor articulação nas universidades do estado. Estamos preparando com uma tese nossa participação ao conselho nacional do Andes (Conad) que deve ocorrer em Niterói no mês de julho, momento em que pretendemos consolidar nosso fórum. A defesa das universidades públicas está ligada a construção de uma nova direção para o Andes comprometida com a mais ampla unidade das organizações numa luta sem tréguas pelo Fora Temer e a antecipação das eleições. 
Dossie Ciencia Cidadã e Laboratórios Cidadãos

Henrique Parra
  
Ciência Cidadã, Laboratórios Cidadãos e Produção do Comum
#^http://revista.ibict.br/liinc/article/download/3907/3229

Henrique Zoqui Martins Parra
Mariano Fressoli
Antonio Lafuente

O dossiê Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos logrou reunir um conjunto expressivo de artigos, resultando numa instigante caracterização desse campo de práticas. Além da diversidade de origem geográfica (Europa, África, América Latina e do Norte), os autores e autoras possuem inserções que transitam entre universidades, organizações comunitárias e não governamentais, movimentos sociais e coletivos ativistas. Interessante destacar que a maior parte dos trabalhos recebidos nesta chamada é de relatos de experiências empíricas empreendidas pelos próprios autores. Os artigos de análise teórica, por sua vez, realizam problematizações mais amplas acerca dos desafios acumulados sobre essa diversidade de experiências em diferentes contextos. A combinação desse esforço de análise teórica e descrição de experiências reforça a percepção de que estamos diante de um fenômeno heterogêneo, dinâmico e com efeitos ainda pouco conhecidos.

Essa multiplicidade de práticas e de espaços alternativos de produção de conhecimento recompõe as fronteiras e as identidades entre cientistas experts e os diversos públicos, mas também entre o laboratório acadêmico e o laboratório cidadão. As tecnologias de informação e comunicação digital, com sua presença ubíqua em diferentes domínios da vida social, as interseções entre a cultura hacker, a cultura científica e as novas formas de ativismo, compõem essa paisagem. Tais mutações não podem ser dissociadas das transformações e intensa crise pela qual os sistemas de representação política em diversos países estão passando. Nesse sentido, as noções de “ciência cidadã” e “laboratórios cidadãos” criam novas tensões e composições entre a ciência e a política: amplia-se o campo das práticas e espaços estabelecidos de produção de conhecimento científico; ao mesmo tempo em que se interrogam as formas de participação política.

#^http://revista.ibict.br/liinc/article/download/3907/3229
Wiki para Urucum

Henrique Parra
  
aleabdo@hubzilla.com.br será que rola wiki no channel Urucum??
Alexandre Hannud Abdo
  
Roooola, mas pra mencionar alguém vc precisa começar por arroba e selecionar a opção.  @Henrique Parra
Henrique Parra
  
Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo escreveu a seguinte publicação Mon, 29 May 2017 12:08:19 -0300
Para escapar das ciências tristes
Importante reflexão para o momento que vive o Brasil, talvez o mundo.

#^A periferia contra o estado? Para escapar das ciências tristes! Criemos outras possibilidades – Urucum

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No último dia 25 de Março, a Fundação Perseu Abramo apresentou os resultados da pesquisa Percepções na periferia de São Paulo, (...) A pesquisa diz muito mais sobre si mesma e sobre a “visão de mundo” que a informa, do que potencializa novas perguntas e entendimentos sobre os processos sociais em curso (...) Todo o debate gerado em torno da pesquisa, nos fez pensar também que disputar o que “são” os pobres é uma armadilha que só pode ser desativada por outras práticas de pesquisa, outros lugares de posicionamento. Essa inquietação a respeito do fundo no qual as questões foram postas nos parece um bom problema de partida: que modos de conhecer podem contribuir para a criação e potencialização de projetos coletivos de autonomia?

@Brasileiros na RedMatrix+
Saudações cósmicas

Alexandre Hannud Abdo
 
Ni! mon ami.
Henrique Parra
  
Henrique Parra updated their profile photo

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